Deus ordenou a construção do Santuário no deserto para que os crentes do Antigo Testamento tivessem uma lição objetiva das verdades espirituais e eternas. Os sacrifícios feitos e presenciados pelo povo eram dramáticos audiovisuais destinados a mostrar pateticamente a gravidade do pecado, assim como o preço do resgate que seria pago por nosso Senhor, a imensidade de Sua graça e os diversos aspectos do juízo e a erradicação final do pecado deste mundo e do Universo.
O tabernáculo do deserto foi substituído pelo templo de Salomão e este pelo de Zorobabel, que por sua vez foi substituído pelo de Herodes. No ano 70 se cumpriu a profecia de Jesus de que não ficaria pedra sobre pedra desse templo (São Mateus 24:1, 2). Embora a Santa Bíblia diga que Deus deseja morar em nós, templos vivos (I Coríntios 3:16, 17), o Apocalipse fala do templo real, do qual o terrenal é só uma figura ou ilustração. O estudo do significado das diversas cerimônias do santuário terrenal e da obra de Cristo no santuário real nos dará uma compreensão mais profunda do plano de salvação e da erradicação completa do mal.
No átrio ou pátio estava o altar dos sacrifícios onde os holocaustos ascendiam como cheiro suave ao Senhor (Levítico 1:9), símbolo de Cristo que “Se entregou a Si mesmo por nós, como oferta e sacrifícios a Deus em aroma suave” (Efésios 5:2). Também havia uma bacia para lavar (Êxodo 30:18). A água também representa o Espírito Santo (São João 7:37-39), a Palavra (São João 13:10; 15:3) e o batismo (São João 3:5; Romanos 6:3-6; I São João 5:8). Entrando no lugar santo, à direita se encontrava a mesa dos pães (Êxodo 25:30) com 12 pães feitos de flor de farinha (Levítico 24:5), representando a Jesus, o pão da vida (São João 6:48) e ao corpo espiritual de Cristo, Sua igreja (I Coríntios 10:17). No lado esquerdo estava o candelabro de ouro (Êxodo 40:24) que tinha 7 lâmpadas (Êxodo 25:37) que ardiam continuamente (Levítico 24:2). São João viu o candelabro no Céu (Apocalipse 1:2) e as sete lâmpadas ardendo diante do trono de Deus (Apocalipse 4:2, 5) e a Jesus no meio dos candelabros (Apocalipse 1:12-18). Jesus mesmo disse que Ele é a luz do mundo (São João 8:12).
Diante do véu do altar de incenso (Êxodo 30:1-3; 40:26). Ali o sacerdote queimava incenso de manhã e de tarde (Êxodo 30:7, 8). No Apocalipse São João viu um altar de ouro diante do trono de Deus no Céu (Apocalipse 8:3) e diz que muito incenso subia com as orações dos santos (Apocalipse 8:3, 4). Também é dito que o incenso são as orações dos santos (Apocalipse 5:3).
O lugar santíssimo era o mais sagrado. Ali se encontrava a arca (Êxodo 26:33). Apocalipse diz que São João viu a arca de Deus em Seu santuário (Apocalipse 11:19). Sobre o propiciatório era visível a presença de Deus (Êxodo 25:21, 22) o qual falava pessoalmente com Moisés (Números 7:89). São João viu o Senhor sentado sobre um trono excelso (Apocalipse 4:2).
O sistema de sacrifícios do Antigo Testamento ensinava ao povo o caráter terrível do pecado e mostrava a Jesus Cristo como o único que pode tirar a culpa. Os sacrifícios múltiplos não eram eficazes por si mesmos (Hebreus 10:4), pois o pecado é uma ofensa moral. Só o sangue de Cristo, ilustrado por aqueles sacrifícios, pode expiar os pecados da humanidade (Romanos 3:21-25; I São João 1:7).
Jesus é o único e suficiente mediador entre Deus e os homens (I Timóteo 2:5; São João 14:6; Atos 4:11, 12). Um mediador interfere entre ambas as partes. Intercede por nós diante de Deus, oferecendo os méritos de Seu sangue e implorando perdão de nossos pecados dos quais nos arrependemos, aceitando a Jesus (Romanos 3:24-26; I São João 2:1, 2). Também intercede da parte de Deus em nossa consciência (São João 15:26; 16:8), a fim de que sejamos convertidos e que vivamos dentro da ética cristã, guardando Seus mandamentos (Hebreus 8:10).
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