sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Divindade de Jesus - parte 3

Pelo simples fato de Yeshua (Jesus) ter dito, em Mt 23:37, que por várias vezes Ele mesmo tentou proteger, orientar e resgatar o povo de Israel, e foi rejeitado, fica claro que quem falava,  no Primeiro Testamento, com os patriarcas Adão, Noé, Abraão, Jacó, Moisés e aos profetas, era Yeshua (Jesus), a Palavra de Deus - que se identificava como sendo Deus, o Pai da criação e salvação, o Adonai Elohim YeHoWaH-shua. (veja bem, Jesus está se referindo as tentativas feitas por Ele,  registradas no Antigo Testamento, até então o Novo Testamento ainda nem existia na ocasião!).
Observe:
Mateus 23:37 - Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis EU ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!
Observe atentamente que Jesus NÃO DISSE ISTO: “...quantas vezes quis O MEU PAI ajuntar os teus filhos...” Mas Jesus DISSE ISTO: “...quantas vezes quis EU ajuntar os teus filhos ...”

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

O Evangelho a Todo o Mundo

Todos os eventos ocorrem em obediência a um programa preestabelecido por um Ser onisciente e onipotente. Determinou Deus que a ciência se multiplicasse na consumação dos séculos, a fim de possibilitar a realização de uma grande obra mundial, também constante do programa divino, para o tempo do fim. É a pregação do Evangelho em todo o mundo. “E este Evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho de todas as gentes, e então virá o fim”, disse Jesus aos Seus discípulos (Mateus 24:14).

Evidentemente, uma tarefa tão importante, e de tamanha extensão, não poderia ser executada sem os recursos necessários à sua realização. Daí a arte gráfica moderna, os modernos meios de transporte e comunicação, a internet etc., surgirem justamente no tempo em que deveria efetuar-se a gloriosa obra de pregar o Evangelho em todo o mundo. Não podemos, pois, deixar de reconhecer também a elevada tarefa da ciência, pois é um acessório da grande obra do Evangelho.

O aumento da ciência e a pregação do Evangelho em todo o mundo, ambos intimamente relacionados, convergem para o último tempo e mesmo figuram entre os sinais proféticos que deveriam anunciar a brevidade do fim.

Os sinais dos tempos indicam, pois, em voz alta que a segunda vinda de Cristo e o fim do mundo estão às portas.

Que este mundo chegará a seu termo é um pressentimento geral. Mas o fim virá de maneira mui diversa de que geralmente supõem os sábios. Como há uns quarenta e quatro séculos atrás, por ocasião do dilúvio, pereceu a grande maioria dos moradores da Terra, pela água; perecerá também, em futuro não muito distante, isto é, na segunda vinda de Cristo, a maior parte da humanidade, mas desta vez não pelas águas, e sim, pelo fogo, pois a profecia diz que “serão queimados os moradores da Terra, e poucos homens restarão” (Isaías 24:6). Os reinos deste mundo serão subvertidos, e estes “poucos homens” que restarem serão os sobreviventes para o novo reino universal. Nos artigos que se seguem explicaremos esse assunto de modo a convencer todo amigo leitor sincero.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Apocalipse fala sobre um santuário no céu

Deus ordenou a construção do Santuário no deserto para que os crentes do Antigo Testamento tivessem uma lição objetiva das verdades espirituais e eternas. Os sacrifícios feitos e presenciados pelo povo eram dramáticos audiovisuais destinados a mostrar pateticamente a gravidade do pecado, assim como o preço do resgate que seria pago por nosso Senhor, a imensidade de Sua graça e os diversos aspectos do juízo e a erradicação final do pecado deste mundo e do Universo.

O tabernáculo do deserto foi substituído pelo templo de Salomão e este pelo de Zorobabel, que por sua vez foi substituído pelo de Herodes. No ano 70 se cumpriu a profecia de Jesus de que não ficaria pedra sobre pedra desse templo (São Mateus 24:1, 2). Embora a Santa Bíblia diga que Deus deseja morar em nós, templos vivos (I Coríntios 3:16, 17), o Apocalipse fala do templo real, do qual o terrenal é só uma figura ou ilustração. O estudo do significado das diversas cerimônias do santuário terrenal e da obra de Cristo no santuário real nos dará uma compreensão mais profunda do plano de salvação e da erradicação completa do mal.

No átrio ou pátio estava o altar dos sacrifícios onde os holocaustos ascendiam como cheiro suave ao Senhor (Levítico 1:9), símbolo de Cristo que “Se entregou a Si mesmo por nós, como oferta e sacrifícios a Deus em aroma suave” (Efésios 5:2). Também havia uma bacia para lavar (Êxodo 30:18). A água também representa o Espírito Santo (São João 7:37-39), a Palavra (São João 13:10; 15:3) e o batismo (São João 3:5; Romanos 6:3-6; I São João 5:8). Entrando no lugar santo, à direita se encontrava a mesa dos pães (Êxodo 25:30) com 12 pães feitos de flor de farinha (Levítico 24:5), representando a Jesus, o pão da vida (São João 6:48) e ao corpo espiritual de Cristo, Sua igreja (I Coríntios 10:17). No lado esquerdo estava o candelabro de ouro (Êxodo 40:24) que tinha 7 lâmpadas (Êxodo 25:37) que ardiam continuamente (Levítico 24:2). São João viu o candelabro no Céu (Apocalipse 1:2) e as sete lâmpadas ardendo diante do trono de Deus (Apocalipse 4:2, 5) e a Jesus no meio dos candelabros (Apocalipse 1:12-18). Jesus mesmo disse que Ele é a luz do mundo (São João 8:12).

Diante do véu do altar de incenso (Êxodo 30:1-3; 40:26). Ali o sacerdote queimava incenso de manhã e de tarde (Êxodo 30:7, 8). No Apocalipse São João viu um altar de ouro diante do trono de Deus no Céu (Apocalipse 8:3) e diz que muito incenso subia com as orações dos santos (Apocalipse 8:3, 4). Também é dito que o incenso são as orações dos santos (Apocalipse 5:3).

O lugar santíssimo era o mais sagrado. Ali se encontrava a arca (Êxodo 26:33). Apocalipse diz que São João viu a arca de Deus em Seu santuário (Apocalipse 11:19). Sobre o propiciatório era visível a presença de Deus (Êxodo 25:21, 22) o qual falava pessoalmente com Moisés (Números 7:89). São João viu o Senhor sentado sobre um trono excelso (Apocalipse 4:2). 

O sistema de sacrifícios do Antigo Testamento ensinava ao povo o caráter terrível do pecado e mostrava a Jesus Cristo como o único que pode tirar a culpa. Os sacrifícios múltiplos não eram eficazes por si mesmos (Hebreus 10:4), pois o pecado é uma ofensa moral. Só o sangue de Cristo, ilustrado por aqueles sacrifícios, pode expiar os pecados da humanidade (Romanos 3:21-25; I São João 1:7).

Jesus é o único e suficiente mediador entre Deus e os homens (I Timóteo 2:5; São João 14:6; Atos 4:11, 12). Um mediador interfere entre ambas as partes. Intercede por nós diante de Deus, oferecendo os méritos de Seu sangue e implorando perdão de nossos pecados dos quais nos arrependemos, aceitando a Jesus (Romanos 3:24-26; I São João 2:1, 2). Também intercede da parte de Deus em nossa consciência (São João 15:26; 16:8), a fim de que sejamos convertidos e que vivamos dentro da ética cristã, guardando Seus mandamentos (Hebreus 8:10).

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Divindade de Jesus (parte 2)

Seriam Elohin e Yeshua o mesmo ser?

Vamos analisar o contexto de João,  capítulo 1.
"No princípio,  era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele, e a vida era a luz dos homens." João 1:1-4.
Do ponto de vista semântico, verbo traduz ação. É a palavra que traz ação e, de acordo com Gênesis 1, toda a Criação, com exceção da humanidade, foram criadas através da Palavra. Deus diz, ordena, e surge logo em seguida. Por isso sempre digo que não há vida sem obedecer.
Fazendo paralelos entre João 1:1-4 e Gênesis 1-2:3, fica claro sobre quem João se refere quando diz "o Verbo".
"O verbo era Deus".
Nos versos seguintes temos a explicação:
"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós,  cheio de graça e de verdade, e vimos a Sua glória, glória como do unigenito Pai" - João 1:14.
O conceito hebraico para filho era nada mais do que alguém que faz as mesmas obras. O filho, não necessariamente de sangue, mas alguém que é um igual, e esse é o sentido de ser chamado Filho de Deus. O Filho de Deus faz as mesmas obras que o Pai, logo entendemos que Yeshua estava não só presente na Criação como também era atuante. Foi ele mesmo quem tudo criou, e por meio dele tudo se fez, e sem ele nada do que foi feito se fez.
Outra curiosidade é que um dos nomes atribuídos a Yeshua é Emanuel, que significa "Deus conosco". Querem mais do que isso?
[Elohin= Deus Criador]

Divindade de Jesus (parte I)


Deus e Jesus, o mesmo ser.

Deus é a verdade → Jeremias 10:10
Jesus é a verdade → 14:6
Deus é o verbo → João 1:1
Jesus é o verbo → João  1:14
Deus é o libertador→ Salmos 144:2
Jesus é o libertador.→ João 4:42
Deus é o pastor → Salmos 23:1
Jesus é o pastor → João 10:11
Deus é a luz → 1 João 1:5
Jesus é a luz → João 8:12
Deus é o primeiro e o último → Isaias 44:6
Jesus é o primeiro e o último→ Apocalipse 1:17
Deus é a rocha (pedra)→ Deuteronomio 32:4
Jesus é a pedra→ 1 Coríntios 10:4
Deus se identifica como "Eu Sou"→ Êxodo 3:14
Jesus se identifica como "Eu sou"→ João 8:58.
Deus dá de comer muita gente → Êxodo 16:4-10
Jesus dá de comer muita gente → Marcos 6:30-44
Deus tem poder de dar vida → Gênesis 2:7
Jesus tem poder de dar vida → Mateus 9:24,25
Deus acalma o ruido dos mares, o ruido das ondas →Salmos 65:7
Jesus  acalma o ruido dos mares, o ruido das ondas →Mateus 18:23-27
.Deus abre os olhos ao cego →Salmos 146:8
Jesus abre os olhos ao cego → Marcos 10:46-52
Deus faz tantos sinais mas o povo não acreditaram→ Numeros 14:11
Jesus faz tantos sinais mas o povo não acreditaram → João 12:37
A salvação vem de Deus →Salmos 3:8
A salvação vem de Jesus →João 3:16-18
A palavra de Deus tem poder → Gênesis 1:3,9,10,11,20
A palavra de Jesus tem poder. Mateus 8:2,3,26
Somos ovelhas de Deus → Salmos 79:13, Salmos 23:1
Somos ovelhas de Jesus → João 10:14-16
Os 24 anciãos os 4 animais que se encontram no céu, glorificam e adoram o Senhor Deus (Apocalipse 4:10-11) e Jesus. Apocalipse 5:8-12 depois adoram ambos Apocalospe 5:13,14
.Se Jesus não é Deus, por que Ele disse desta forma ao diabo "Não tentarás o Senhor, Teu Deus." Mateus 4:6-7, se o diabo tentou Jesus?
Porque três são os testificam no céu; o Pai, a palavra (Yeshua) e o Espírito Santo; estes três são um → 1 João 5:7
Filipe pediu a Jesus para lhe mostrar o Pai (Deus) mas o próprio Jesus se identificou como Deus. JOÃO 14:8-10
Se Jesus não é Deus, por que  Ele perdoava pecados, e permitiu-se ser adorado? → Mateus 9:18 ?
.Emanuel significa "Deus conosco" (Mateus 1:23 ), e quem esteve conosco?

Colaboradores: Paulo Boavista, Vera Lúcia

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A Restauração da Verdade - Introdução

A igreja foi fundada por Jesus (igreja = grupo de pessoas). Quem é a pedra sobre a qual está fundada a Igreja? Não era Pedro, pois o seu nome (petros) significa: pedra solta, rolante ou movediça. Ao contrário, a Igreja está fundada sobre a rocha inalterável da fé de Pedro, ou seja, sua declaração de que o Messias era Cristo.

Durante o primeiro século, a Igreja manteve-se fiel à doutrina genuína de Jesus. Depois começaram a introduzir-se heresias e graves erros, para os quais os apóstolos haviam chamado seriamente a atenção (Romanos 1:21, 22 e 25; II São Pedro 2:1 e 2; Tito 1:14; Colossenses 2:8). Esses erros envolviam importantes doutrinas e também alteravam a forma de governo da Igreja (hierarquia), de tal modo que a verdade foi deitada por terra (ver Daniel 8:12). Tal situação aflitiva duraria 1.260 anos (Daniel 7:25; Apocalipse 12:6 e 14; 13:5), ou seja, desde o ano 538 até ao ano de 1798.

Depois desse grande período de obscuridade espiritual, a verdade ressurgiria gloriosamente para ser pregada em forma de tríplice mensagem (Apocalipse 14:6-12).

A Igreja verdadeira dos últimos dias deve depositar sua fé unicamente em Jesus (Apocalipse 14:12). Respeitará os mandamentos da lei de Deus (Apocalipse 14:12). Terá a manifestação do espírito de profecia (Apocalipse 19:10). Respeitará o santo dia do sábado (Êxodo 20:8-11). Guiar-se-á em tudo quanto diz a Palavra de Deus (II Timóteo 3:16). Sustentará um dinâmico e tríplice programa de evangelismo (São Mateus 4:23). Anunciará o juízo iminente (Apocalipse 14:7). Pregará com poder sobre a segunda vinda de Jesus (Tito 2:13).
Colaboração: Julio César Prado

A contrafação da Grande Meretriz

APOCALIPSE 17 trata da extinção da Babilônia terrestre, o papismo, o protestantismo e o paganismo. Uma Babilônia que quase alcançou os limites do mundo conforme os planos do príncipe do mal. Mas, além dos planos de Satanás, é um privilégio feliz de todo verdadeiro filho de Deus contemplar adiante a vitória da Justiça e não do pecado; a vitória de Jesus e não de Satanás! É privilégio de todos os filhos de Deus contemplarem no Apocalipse a descida triunfal de Jesus (Apocalipse 19:11-21) e a descida majestosa da Nova Jerusalém no final dos mil anos (Apocalipse 21:2). Esta é a cidade do Deus Vivo, a verdadeira Cidade Eterna, a eterna morada de Deus com os Seus santos. Aleluia!

Mais da Criação

NASA DESCOBRIU CENTENAS DE PLANETAS FORA DO NOSSO SISTEMA SOLAR - A Nasa anunciou recentemente a descoberta, pelo telescópio espacial Kepler, de 1.284 novos planetas fora do nosso sistema solar. "Este anúncio mais do que duplica o número de exoplanetas descobertos pelo telescópio Kepler", indicou Ellen Stofan, cientista-chefe da agência espacial americana. "Isso nos dá esperança de que em algum lugar lá fora, em torno de uma estrela muito parecida com a nossa, poderemos, eventualmente, descobrir um planeta parecido com a Terra", acrescentou.

O observatório espacial Kepler, que foi lançado em 2009, monitorou 150.000 estrelas em busca de sinais de corpos em órbita, particularmente aqueles que poderiam ser capazes de sustentar a vida. Este trabalho se faz através da observação de um escurecimento da luz da estrela, conhecido como trânsito, cada vez que um planeta passa orbitando diante dela. "Dos cerca de 5.000 candidatos a planetas encontrados até agora, mais de 3.200 já foram verificados, e 2.325 deles foram descobertos pelo Kepler", indicou a Nasa em um comunicado.

A nova descoberta inclui cerca de 550 corpos que poderiam ser planetas rochosos como a Terra, com base em seu tamanho, segundo a agência espacial americana. "Nove destes novos planetas descobertos orbitam zonas habitáveis do seu sol, que é a distância de uma estrela onde podem registrar temperaturas que permitam a existência de água em forma líquida", prosseguiu.

Esses nove exoplanetas potencialmente habitáveis se somam aos 21 outros exoplanetas já conhecidos por orbitarem a zona habitável de suas estrelas (Da France Presse)

“Quem é este que escurece os Meus desígnios com palavras sem conhecimento?” (Jó 38:2). Quando se fala da Criação do Universo e sua origem basicamente nos defrontamos com dois conceitos opostos: ou cremos que Alguém (Deus) teve parte na origem das coisas e espécies, ou não admitimos o sobrenatural e procuramos explicar tudo de acordo com a razão ou a ciência atual. Nós, cremos na origem sobrenatural porque a consideramos mais razoável e condizente com a Natureza que nos rodeia.

A própria ciência tem trazido à luz fatos e detalhes da vida e dos elementos que a compõe, levando-nos à conclusão de que só um Ser sobrenatural e muito inteligente poderia programar e executar com tanta exatidão e sabedoria as coisas nos seus mínimos detalhes. Notemos o seguinte: Uma formiga pode erguer algo que tem 50 vezes o seu próprio peso; com a mesma força um homem deveria poder erguer quase 3.500 quilos! O peixe agulhão-bandeira pode nadar a 112 km por hora. Cavalos e elefantes podem dormir de pé. Vagalumes produzem aquela luzinha fria. Há lagartos que medem apenas 6 centímetros de tamanho, mas são formados de 2.000 músculos!

Quem fez estas criaturas assim? Deus as fez sempre com um propósito em vista. O poder de Deus não é limitado como o nosso. Uma vez Jesus disse que Lhe fora dado todo o poder no Céu e sobre a Terra (S. Mat.28:18). Li que a precipitação da água sobre a terra é tão fantástica que cada segundo caem sobre a face da terra nada menos que a fabulosa quantidade de 16 milhões de toneladas de água. Sim, cada segundo! Quer dizer que cada dia cai um bilhão, trezentos e oitenta e dois milhões e quatrocentas mil toneladas de água por dia! Já pensou? Depois toda esta água sobe outra vez para o céu na forma de vapor.

O salmista já devia saber disto quando escreveu: “Porque eu conheço que o Senhor é grande... Faz subir os vapores das extremidades da terra; faz os relâmpagos para as chuvas; tira os ventos dos seus tesouros” (Sal. 135: 5 e 7). Casualidade? Processos milenares? Geração espontânea? Nada disso! De onde Deus conseguiu a matéria-prima para fazer o Universo? Como Ele o fez? O Salmista responde outra vez: “Pela palavra do Senhor foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo espírito da Sua boca... Porque falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu” (Sal. 33:6 e 9).

Há milhões de coisas maravilhosas acontecendo a cada momento neste Universo de Deus, tudo sob Seu controle e comando. Só o homem é livre, como o próprio Deus, para escolher e decidir. E esta é a maior das maravilhas! Depende de como escolhemos o nosso destino eterno. Escolha a Deus e não ao seu próprio eu (Foto: Nasa/Divulgação).

domingo, 14 de agosto de 2016

Temos que aprender a orar

"A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. (...)" Mateus 4 : 1-2
◇◇◇
Jesus, o nosso mestre, grande [maior] exemplo a ser seguido, permaneceu quarenta dias e quarenta noites no deserto,  sem comida ou bebida, e em oração. Imagine tamanha comunhão com Deus poderíamos adquirir com um número desses, estaríamos realmente próximos de nosso Criador.  No entanto, isso não é observado pelos servos de Cristo nos dias de hoje. A nossa geração é fraca, falando de maneira cristã. Não suportam ficar algumas horas sem as coisas desse mundo, para dar atenção às coisas do Espirito. Quando jejuam, jejuam esperando algo em troca, da parte de Deus, como se fosse obrigação d'Ele recompensar-nos. Não entenderam ainda 1% do que significa ser cristão. Uma oração de 15 minutinhos antes de dormir NÃO É SUFICIENTE.  Desperta, Igreja!

Analisando as Escrituras, encontramos servos verdadeiros do Deus Vivo, os quais passaram horas de seus dias em oração,  regendo a sua comunhão com o Altíssimo. Por que, para nós, é tão difícil orar? Parece que não temos assunto com nosso próprio Criador! Ou então, aquela velha e famosa desculpa do não ter tempo - quando, na verdade,  orar é ganhar tempo. A quem estamos tentando enganar, senão a nós mesmos?
Olhe a sua volta, procure o que de bom tem em sua vida. Motivos para agradecer não faltam! Também não faltam pessoas a serem mencionadas nas suas orações. E, o que dizer do sacrifício de Cristo para redimir os seus pecados? 
Quando achar que orar se tornou uma tarefa difícil, sentir-se desanimado ou conturbado, ore mais. Não permita que o diabo tire de você a sua comunhão com Deus.
Passar tempo com Deus é algo maravilhoso,  traz calma e paz ao coração. Nada nos afeta quando estamos próximos do Senhor.

Como firmar uma comunhão com Deus?

Essa tarefa não é fácil. Nossa natureza pecaminosa rejeita a Deus, e a tudo que se chama Deus. Mas, os exemplos de patriarcas e profetas na Biblia nos incentivam. Estamos nos aproximando do fim, quem acompanha as profecias sabe que estamos quase lá. Por isso, o diabo empenha todas as suas energias para destruir a sua comunhão com Deus, pois sabe que pouco tempo lhe resta (Apocalipse 12). Não deixe ser enganado ou levado por causa de um evangelho fraco e ensimesmado que tem ensinado a você. Busque a Deus, Ele não o rejeitará. 

Dicas

- Entregue seu dia nas mãos do Senhor antes de qualquer atividade. Ao levantar, que seja o seu primeiro pensamento. 

- Agradeça por ter acordado, e estude a Biblia nessa primeira hora da manhã. Se você tem dificuldade em orar, estabeleça uma meta, usando um timer ou despertador, de orar ao menos 1 hora.

- Ore antes de cada refeição. Agradeça a Deus pelo alimento, peça para Ele o abençoar.  Ore também pelos seus próximos,  pedindo a bênção sobre a vida deles.

- Ore antes de sair de casa. Peça a proteção de Deus para quando ir e para quando voltar. Peça o regimento do Espirito Santo sobre sua mente durante a saída. 

- Estabeleça um horário para orar que não seja a primeira hora do dia nem a última. Escolha um lugar, os preferíveis são o seu quarto ou algum canto próximo a natureza. Se for a um parque, por exemplo, sente-se, respire o cheiro de terra e grama, e pense. Coloque os pensamentos em ordem e, os entregue a Deus. Essa hora é importantíssima. Coloque diante de Deus as suas frustrações, angústias,  tristezas. Abra seu coração. 

-  Ore antes de dormir. Agradeça o dia, e conte a Deus como se sente. Peça perdão pelos pecados.

Se você não tem idéia de como orar, você pode usar a Bíblia.  O livro de Salmos é recheado de orações,  pode usá-las como base.
Com o tempo, vai deixar de ser obrigação,  e se tornará um prazer falar com Deus. Não desista ainda!



Natureza e Implicações da Música para a Adoração

O tema de louvor e adoração é um dos mais relevantes para o momento no qual vivemos, especialmente quando consideramos as Três Mensagens Angélicas. A primeira e a terceira delas apresentam dois tipos de adoração, uma verdadeira e outra falsa. “Temei a Deus e dai-lhe gloria, pois é chegada a hora do juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap 14:7b). “Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus” (Ap 14:9-10a). Estes versos deveriam ser suficiente incentivo para que dedicássemos muito estudo com o objetivo de alcançar uma melhor compreensão de como podemos adorar a Deus, e também de como podemos, inadvertida ou conscientemente, adorar a besta.
[…]
Alguns importantes princípios bíblicos que podem ser aplicados ao uso da música no louvor e adoração exigem amadurecido discernimento espiritual. Consideremos, por exemplo, dois princípios apresentados por Paulo: “todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam” (l Co 10:23-24). E, ainda: “vede, porém, que esta liberdade não venha, de algum modo, a ser tropeço para os fracos” (1Co 8:9). Se estes dois princípios fossem aplicados às nossas escolhas musicais, para o louvor e adoração, muitos dos problemas que temos enfrentado não existiriam.
[…]
A música não é um objeto. Ela não é uma “coisa”. A música não é um CD; não é uma partitura. A música “é” somente quando executada, apresentada. Ela não foi antes e não será depois. Da mesma maneira que uma foto não é “você”, mas apenas uma “representação” sua; a gravação de uma música não é a música, mas apenas uma representação da música. Esta característica etérea da música é um tanto difícil de ser compreendida, mas é fundamental se realmente desejamos interagir de maneira mais inteligente e proveitosa com essa forma de arte.
Muitas concepções distorcidas sobre a música são oriundas do seu tratamento como objeto. Tais concepções deturpam a sua essência básica. Quando alguém diz que a música é “amoral” e a compara a uma faca ou um revolver, está tratando a música como um objeto inanimado. Veremos a seguir que a música está longe de ser um objeto inanimado.
[…]
O principal ponto de discórdia entre as visões tradicional e pós-moderna sobre música sacra passa pelo conceito de música como arte simbólica. A visão tradicional é que a música pode possuir um significado simbólico em si, ou seja, um significado intrínseco. Do outro lado da moeda está um extremo da visão pós-moderna, incorporada no cristianismo nas palavras de Rick Warren: “Não existe tal coisa como música cristã; só existe letra cristã. É a letra que torna uma canção sacra, não a melodia. Não existem melodias espirituais” (WARREN, 2002, p. 43, tradução livre). Essa postura descarta por completo a possibilidade de qualquer tipo de relação entre letra e música, além de distorcer o conceito do que constitui sacralidade e como isso pode ser alcançado. Diz ainda que não é possível que a música puramente instrumental possa ser usada para criar uma determinada atmosfera ou contribuir para um estado de espírito. Para averiguar a veracidade ou não destas posições teremos que explorar quais as possibilidades de a música atuar como arte simbólica.
[…]
Gostamos daquilo que não nos incomoda. Afinal de contas, ninguém gosta de ter seus pecados repreendidos. Também gostamos daquilo que agrada ao paladar, o “doce”. É mais fácil, exige menos, gostar de uma música que não requer uma mediação reflexiva, que não exija algum conhecimento prévio para compreendê-la. E, mais fácil gostar de coisas de consumo imediato (OLIVEIRA, 2012). É mais fácil gostar de uma música alegre que diga que eu sou importante do que de uma que nos faça refletir acerca da realidade de nossa condição espiritual e moral. É mais agradável pensar no céu do que na Cruz. Mas não há céu sem Cruz.
[…]
Somos convidados a aprender a fazer distinção: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2). “Provando sempre o que e agradável ao Senhor” (Ef 5:10). Ellen G. White tem sérias considerações sobre isso:
Quando o Senhor exige que sejamos distintos e peculiares, como podemos desejar popularidade ou querer imitar os costumes e práticas do mundo? […] Não devemos elevar o nosso padrão apenas um pouco acima do padrão do mundo, mas devemos fazer esta distinção decididamente aparente. A razão pela qual temos tão pouca influência sobre nossos familiares e colegas é por que existe tão pouca diferença entre nossas práticas e as do mundo (WHITE, Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 143 e 146-147, tradução livre).
São nossas escolhas que revelam nossa compreensão do princípio da santificação. Da mesma maneira que escolhemos tornar o sábado um dia distinto, nossas escolhas musicais devem ser diferentes da música secular que nos rodeia. “Nunca deveria a marca de distinção entre os seguidores de Jesus e os seguidores de Satanás ser obliterada” (WHITE, Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p.602, tradução livre). Quando nossa música tem o mesmo som que a música secular, não há distinção entre o sacro e o profano.
[…]
Só podemos usar a música de forma apropriada no louvor e adoração se primeiramente cumprirmos as orientações da verdadeira religião. Caso contrário, nossas escolhas redundarão no prazer egoísta. A música em si não é louvor e adoração. A música é apenas um veículo para expressarmos nossa adoração e nosso louvor a Deus. Só podemos expressar aquilo que vivemos. Caso contrário, estaremos apenas “honrando a Deus com os lábios”. O discernimento espiritual para nossas escolhas musicais passa por uma vida dedicada a Deus, uma vida que é em si “louvor” e “adoração”. Se não vivermos na prática a religião bíblica, nossos esforços para usar a música de maneira apropriada no louvor e adoração serão sempre insuficientes. Acredito que esse é um elemento importante no reavivamento e reforma de nossos cultos. É nossa responsabilidade como igreja que proclama as Três Mensagens Angélicas compreender cada vez mais o que significa louvar e adorar a Deus na beleza da sua santidade.
Não precisamos temer, nem viver apenas pela intuição e sentimento. Deus nos prometeu luz. Precisamos estudar com mais afinco e fervorosa oração a Bíblia, os escritos proféticos de Ellen G. White e o que tem sido descoberto sobre a música. “Todo aquele que acredita de coração na palavra de Deus tem fome e sede por um conhecimento de sua vontade. Deus é o autor da verdade. Ele ilumina a compreensão escurecida e concede a mente humana poder para alcançar e compreender as verdades que Ele revelou” (WHITE, 1965, p. 49, tradução livre). Não podemos nos acomodar ou nos contentar com o que temos alcançado. Há muito ainda o que ser descoberto. Fico imaginando a música na eternidade. “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviam, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1Co 2:9). Este processo de descoberta começa aqui na Terra. Vamos usar a música com inteligência espiritual para suavizar e alegrar nossa jornada nessa vida passageira; vamos cantar com o espírito, mas também com o entendimento (1Co 14:15); vamos memorizar a Palavra de Deus através da música; vamos usar a música para dominar nossa natureza grosseira e inculta (WHITE, Educação, p. 167); e vamos continuar crescendo na Graça do Senhor Jesus Cristo.
Colaboração: Hudson Cavalcanti

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

A Igreja irreformável

CONSTANTINO, LACTÂNCIO E O CRISTIANISMO IRREFORMÁVEL

Depois da Era Apostólica Original, a comunidade mais ampla dos discípulos que permaneciam fiéis à Palavra dos Apóstolos já mortos, estava cansada...; e as coisas somente pioravam...
Já tinham passado por dez grandes perseguições gerais, muitas outras em regiões especificas, e infindas de natureza individual e pessoal.
Os Apóstolos haviam dito que “o tempo estava próximo”; mas eles próprios haviam partido e o Senhor não voltava...
Enquanto isto [...] não sabiam se ficavam nas cidades ou se buscavam refugio nos montes, covas, florestas, regiões distantes, em cidades subterrâneas, ou nos infindos túneis que cavaram [...], como ainda hoje se vê em muitos lugares, especialmente na Capadócia, na Turquia.
Aos olhos deles todas as predições de Jesus e dos Apóstolos estavam já cumpridas, pois, tudo o que tinham visto nos últimos 280 anos eram guerra e rumores de guerra, revoluções, terremotos, vulcões poderosos e devastadores, pragas, mortes em quantidade impensável, pestes chacinadoras, como nos dias do Imperador Décio; além de que não lhes faltaram [de Nero em diante] inúmeros candidatos perfeitos ao posto de Besta e de Anti-Cristo na Roma/Babilônia, na Grande Meretriz, na Cidade das Sete Colinas.
Entretanto, apesar de tudo, quanto mais sofriam, mais cresciam e se espalhavam; de modo que a perseguição sempre foi o maior espalhador das sementes do Evangelho pelo mundo, desde o tempo dos Imperadores Romanos.
Todavia, o Senhor não voltava...; as perseguições não cessavam; e nem o Império se convertia... 
Foi nesse tempo de cansaço de esperança, porém de crescimento pela perseguição, que surgiu o Imperador Constantino.
O Império estava divido, enfraquecido, invadido, somente se impunha pela força dos mercenários e das expansões feitas pela brutalidade; enquanto Roma sucumbia à devassidão, à lassidão, à volúpia, a dês-humanização...
Do mesmo que o Império estava enfraquecido [...] seus deuses também estavam; posto que não impedissem as invasões bárbaras; nem as rebeliões de escravos; nem as revoltas das nações conquistadas; nem os terremotos, nem as pragas, nem os vulcões, nem dassem aos romanos nada que não fosse por eles tomado no saque que faziam às nações que submetiam..., ainda que nunca definitivamente...
O Senhor não voltava, mas Constantino aparecera... Aleluia!... Gritavam os crentes!

Metido na sua corte, como seu escriba, estava um cristão chamado Lactâncio. Foi Lactâncio o “profeta” de Constantino, sim, pois foi dele a interpretação de que o meteoro caído diante deles antes do ataque a Roma, para tomar o poder, era um sinal de Jesus de que Constantino era o “escolhido”, o “cristo da história”, o Imperador que, pela espada, imporia o Reino de Deus, ainda que a proposta fosse a de que o império romano de Constantino não teria fim, sendo uma espécie de “reino davídico dos cristãos” — o que se tornou realidade/engano pelo fato de que a Igreja Católica Apostólica Romana é a Roma de Constantino viva até aos dias de hoje...
Lactâncio teve um papel fundamental na construção do Constantino Décimo Terceiro Apóstolo de Jesus, o apóstolo imperador, o apóstolo da espada, o apóstolo das glórias terrenas e da Igreja Triunfante na Terra, não nos céus.
Foi de Lactâncio a inspiração de que o “tamanho da igreja e sua presença em todo o império”, seria de grande valor político para Constantino. Foi dele a idéia de colocar a chamada Cruz de Constantino como novo Emblema do Império, substituindo a Águia.
Também foi dele a idéia de fazer da fé em Jesus uma Religião Oficial no Império. Sim, o escriba Lactâncio foi um cristão cansado de ser perseguido, e que estava próximo demais do poder para não tentar influenciar em nome de Jesus...
Ora, Lactâncio começou apenas buscando mais tolerância para os cristãos [...], mas depois de um tempo suscitou no Imperador a certeza política de que o grupo dos escravos amantes de Jesus era a melhor base de apoio que ele poderia ter no Império, dado ao tamanho e à capilaridade da igreja dos discípulos de Jesus.
Foi dele também a idéia de que o Imperador agradaria aos cristãos construindo Basílicas nos lugares mais históricos para a fé dos cristãos...
Ele foi a peça fundamental também na construção dos elos entre o Imperador e os bispos das igrejas locais, ainda escondidas e intimidadas.
Da noite para o dia os bispos viravam eminências pardas.
Depois Constantino aprendeu a andar com as próprias pernas, manobrando os bispos na medida em que lhes dava poder...
Foi por tal poder que o antigo crescimento dos cristãos se perdeu, virando inchaço e adesão... Logo surgiram os sincretismos... A seguir a bruxaria tomou conta em nome de Jesus, de um lado; e, de outro lado, surgiram os eruditos oficiais dos ditos de Deus, os teólogos; tudo sob o patrocínio do Imperador.
Constantino continuou matando e sendo inclemente com muitos... Foi ele quem primeiro invocou em “nome de Jesus” o principio diabólico da guerra santa e da igreja de espada na mão.
As raízes do Cristianismo Constantiniano [aliás, o único Cristianismo, posto que Jesus nunca tenha fundado nenhuma religião ou Cristianismo] — determinam até hoje quase tudo aquilo que a “igreja” chama de “Deus”, de “Jesus”, de “Igreja”, de “Doutrina”, de “Poder”, de “Estado”, de “Direito”, de “Ciência Teológica”; e está presente em todas as formas de governo e disciplina na “Igreja”.
Ora, como Jesus não voltara, mas Constantino aparecera como um ladrão de noite, os crentes logo celebraram a vitória de Constantino como uma manifestação da vinda do Senhor de forma diferente; como reino glorioso feito pelo poder de um império de trevas...
Em menos de trinta anos um grupo de milhões de discípulos de Jesus, que viviam de modo singelo e hebreu no caminhar, se tornou o poder dominante de um Império, do maior de todos os Impérios, do Império Romano; e, assim, sem pestanejar, reinterpretaram Jesus e a Sua vinda; e celebraram o reino de Deus nas garras da Meretriz Oportunista, que agora apenas dava aos famintos a chance de transformarem pedras em pães, de pularem do Pináculo do Templo com a escolta de anjos imperiais, em troca de darem apenas apoio político ao Imperador, enquanto eles, a agora não mais Igreja, mas apenas “igreja” [...], ganhavam todos os reinos deste mundo...
Praticamente ninguém mais conseguiu ser cristão sem levar alguma marca da Besta Constantiniana; sim, seja nos temas da vida; na idéia acerca de quem é Deus; ou acerca da Trindade [esquartejada em Nicéia]; ou da noção de influencia do Reino de Deus neste mundo; ou de guerra santa e justa; ou de evangelização; ou de teologia; ou de credo; ou de modo de governo; ou de importância humana e histórica; e de um monte de outras coisas... — que não nos tenham vindo como herança de Constantino; e que influenciaram toda a “Cristandade”; e que deram forma ao Cristianismo, que fizeram uma Dieta no Protestantismo, mas que nele não perderam o DNA; e que hoje estão revividas com todas as forças entre os Evangélicos, todos eles, mas especialmente entre os Neo-Pentecostais.
Hoje Constantino tem no Brasil a cara de um Macedino!...
Constantino é o Pai do Cristianismo!
O Católico, ou Universal em Constantino, não são termos que têm o sentido da catolicidade e da universalidade do espírito de tais termos conforme o espírito do Evangelho.
Católico e Universal em Constantino são termos que significam exatamente aquilo que os termos Católico e Universal se tornaram no Cristianismo...
Sim, Constantino é o Pai do Cristianismo!... Somente ele; e Jesus esteve fora...; sempre...
Jesus esteve presente [...] como apenas sempre apenas nos corações [...]; mas nada teve a ver com toda a História da Igreja [...] de Constantino para cá.
Jesus teve a ver com a história de milhões de pessoas, mas não com a História da Igreja de Constantino, que é todo o Cristianismo, especialmente em sua manifestação ocidental, ainda que o fenômeno tenha sido “católico” em sua influencia “universal” do reino imperial de “Deus”...
Esta é a razão de a “igreja” ser tão diferente de Jesus e tão semelhante a Constantino.
Sim, pois o espírito do Cristianismo sempre foi e será “romano” em seu DNA; e tal espírito é anticristo em relação ao Evangelho de Jesus.
Somente o diabo faz de conta que não foi e não seja assim!
Sim, mano, olhe no espelho e veja que você é a cara do Imperador Constantino; pois, se seu espírito é do Cristianismo, então, é de Constantino que você é filho!
É por esta razão que eu creio que o Cristianismo é irreformável...

Nele, em Quem não tenho nenhuma dúvida acerca do que disse acima.
- Jorge Luiz

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

O Quinto Mandamento

"Honra teu pai e tua mãe para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu DEUS, te dá. " Exodo 20 : 12
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O conceito hebraico de fraternidade é algo extremamente amplo. Pai, ou mãe, não são aqueles que nos geram nem o ventre de onde viemos (...), para os hebreus, um pai é um mais velho que nos cuida, cria, ensina e dá o sustento; não é restrito apenas ao genitor. O pai, neste contexto,  pode ser o tio, avô, irmão mais velho, padrasto ou até mesmo o vizinho.
O quinto mandamento é mandamento de autoridade, sendo o primeiro na segunda tábua,  junto ao primeiro da primeira tábua: "Não terás outros deuses diante de mim" (êxodo 20:3); significa Respeito aos pais da mesma maneira como respeitamos ao SENHOR, sendo Ele o próprio Deus, e essa é uma das razões pelas quais a palavra 'pai' se aplica perfeitamente ao Criador - é quem nos cuida, cria, sustenta, ensina e ama.
A palavra 'honra' significa respeitar com inteligência. O ato de honrar os pais se torna um espelho da educação que o  filho recebeu, nota-se se a criança está sendo bem educada quando ela respeita os pais, e também os mais velhos com os quais não tem parentesco. E isso deve durar até a vida adulta, uma vez que toda a educação do filho quando criança reflete em quem ele será depois, e em como ensinará os seus filhos. A criança não deve aprender através de rádio, televisão, internet ou qualquer outro meio de comunicação disponível. Para que haja o respeito, o filho deve aprender com os pais, e precisa enxergar nos pais a essência do cristianismo,  que é seguir a Cristo. O Pai deve ser o cabeça da casa, assim como Cristo é da Igreja.

Sentido do mandamento

Se entendemos o primeiro mandamento,  os outros três da primeira tábua fazem sentido em nossa vida, uma vez que, não tendo outros deuses, colocamos o Deus verdadeiro no centro, e seguimos a Sua vontade,  tendo respeito até mesmo pelo Seu nome, louvando/adorando, dando graças (...), semelhantemente, se entendemos o quinto mandamento - primeiro da segunda tábua, os outros cinco vêm sem que percebamos, sendo porém obedecidos de forma racional. Não obedecemos ao mandamento apenas porque existe uma lei criada por Deus (claro que a obediência a Deus é importante), obedeceremos porque entendemos a ordenança, e ela faz sentido para nós.
Como sabemos, o Decálogo é dividido em duas partes cruciais, chamados de novo mandamento: 1- amar a Deus de todo o coração, de toda a alma e de toda a força. (Primeiros quatro, primeira tábua) 2- Amar ao próximo como a ti mesmo. (Outros seis, segunda tábua). [Deuteronomio 6:5-6, Mateus 22:37-40]. Sendo nossos pais os nossos primeiros próximos, o respeito que tivermos com eles na infância, será o respeito com nosso próximo no futuro -amigos, cônjuge, colegas de trabalho, pessoas desconhecidas, e até mesmo nossos filhos.
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Qual o problema do pós-modernismo?

Tirar Deus do centro gera uma enorme crise de autoridade.
Se não honramos a Deus, a quem honraremos? Ninguém pode conosco, nesse contexto.  Por isso, é necessário que Deus esteja em primeiro lugar - a honra e o amor ao próximo virá de repente, de acordo com a santificação vinda do Espirito quando o cristão se entrega e permite.

A família é, sem dúvida alguma, instituição sagrada, criada por Deus na primeira semana do mundo. Se houver respeito com inteligência, de maneira mútua, haverá amor, paz, mansidão, dominio próprio... todos os frutos do Espirito se mostrarão dentro de casa, primeiro. A família será, para todos que fazem parte, um refúgio de amor, consolo... e para os que observam de fora, a imagem de Cristo será refletida no lar.
Por outro lado, se a família é desestruturada, nosso dever como bons cristãos é usar de todo e qualquer recurso que estiver a nosso alcance para consertar essa união sagrada. Aos pais, cabe educar aos filhos na justiça,  com teoria e prática; como cônjuges,  estabelecer o diálogo com respeito mútuo,  o amor, o perdão (esse com certeza), a sinceridade, o desejo de melhorar para a sua carne;  como filhos, respeitar, dar ouvidos aos conselhos de sabedoria de nossos pais, sejam eles nosso sangue ou não.  E, como um todo,  devemos entregar a nossa família nas mãos de Deus, para que ele a molde se acordo com a Sua vontade.

sábado, 6 de agosto de 2016

O Sábado

"E, havendo Deus terminado no sétimo dia a sua obra que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra.
E abençoou Deus o sétimo dia e o santificou, porque nele descansou de toda sua obra, que como Criador, fizera." Gênesis 2:2-3
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O Sábado foi estabelecido na Criação pelo próprio Deus, sendo celebrado junto a primeira familia,  Adão e Eva.
Alguns cristãos creem que o sábado foi estabelecido somente anos depois, por Moisés, no monte Sinai. O texto de Gênesis é claro em dizer que a lei vem da Criação, sendo algo muito mais antigo. Quando o povo de Deus saiu do Egito para o deserto, estavam contaminados com os costumes pagãos. Era necessário descontaminá-los, e reforçar em suas mentes os mandamentos que já existiam, e haviam sido esquecidos. Deus os instruiu a guardar o Sábado ainda no deserto, em Sua forma prática.
"Então, disse o Senhor a Moisés: 'eis que vos farei chover do céu pão, e o povo sairá e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu ponha a prova se anda na minha lei ou não.
Dar-se-á que, ao sexto dia, prepararão o que colherem; e será o dobro do que colhem cada dia." Exodo 16:4-5. Alguns versos a frente vemos a explicação tal: "Respondeu-lhes ele: Isto é o que disse o Senhor;  o que quiseres cozer no forno, cozei-o, e o que quiseres cozer em água, cozeio-o em água; e tudo o que sobrar guardai para a manhã seguinte.
E guardaram-no até a manhã seguinte, como Moisés ordenara; e não cheirou mal, nem deu bichos.
Então, disse Moisés: comei-o hoje, porquanto o Sábado é do Senhor; hoje, não achareis {o pão} no campo.
Seis dias colhereis, mas o sétimo dia é o sábado,  nele não haverá. (...) Considerai que o Senhor vos deu o sábado;  por isso, ele, no sexto dia, vos dá pão para dois dias; cada um fique onde está, ninguém saia do seu lugar no sétimo dia." Exodo 16:22-30
O texto acima foi de cerca de 20 anos antes das pedras da Lei, em Exodo 20. Logo, percebemos que a lei já existia, só foi reforçada.
O quarto mandamento é o único que começa com a expressão "lembra-te", por ter sido esquecido durante o pré-exílio, e também para os cristãos hoje, que o esqueceram.
O Sábado é o contrário do que pensam. Não tem nada que ver com legalismo, "isso pode, isso não pode". É algo muito mais profundo.
Durante toda a semana, nos preocupamos com nosso interesse,  nosso trabalho, nosso dinheiro. Nos estressamos, nos entristecemos, nos afastamos de Deus por conta das coisas deste mundo. Durante os seis dias, olhamos cada um para o próprio umbigo, buscando a si mesmos. O sábado é um dia separado {santificado} para esquecermos tudo sobre o que passamos na semana, e olhemos para Deus. É um dia para irmos num parque, por exemplo, observar a natureza, e lembrar de quem criou. Apreciar a criação nos aproxima do Criador, fascina olhares e tira o estresse. O sábado é um dia para estarmos com a familia, aquelas pessoas que amamos, que não tivemos tempo durante a semana para almoçar junto e conversar alegremente, dia para ajudar o próximo,  visitar um lar de idosos por exemplo, levar comida aos pobres, e levar também o evangelho.  É um dia para ficar em oração, entrar em contato com nosso criador, nos purificar (...) tal a sua importância. Não deve ser um fardo pesado, mas um deleite, dia de festa. Ao profanar o sábado,  estamos desviando os olhos de nosso Criador, virando as costas para Deus.
O sábado foi estabelecido na Criação e, será reestabelecido na Nova Criação."Porque, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante de mim, diz o Senhor, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome.
E será que, de uma festa da Lua nova à outra {mensalmente} e de um Sábado a outro, virá toda carne a adorar perante mim, diz o Senhor." Isaias 66:22-23

☆ O sábado no novo testamento ☆

O povo de Israel, na era pós-exilio (entre Neemias e Malaquias), tinham medo de novamente ir para o cativeiro, como aconteceu no Egito, muitos anos antes. Eles pensavam que, se levassem os preceitos de Deus a risca, isso não aconteceria mais. Assim, os mestres da Lei ou fariseus, com boas intenções, criaram preceitos sobre os preceitos, transformando as leis em legalismo, tornando-as um fardo, algo dificil de seguir. Jesus veio para nos salvar do pecado, mas também para ensinar como deveria ser a guarda dos mandamentos.

O que Jesus fazia no Sábado? 

"Indo para Nazareth, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo seu costume, e levantou-se para ler {as escrituras}". Lucas 4:16
A palavra-chave do texto é "costume". Costume é algo com o que estamos acostumados, algo que faz parte da nossa rotina. Sabemoa que Jesua era carpinteiro, o que ele fazia durante os seis dias da semana, era Carpinteria; que era seu trabalho antes de tornar publico como salvador. Mas, ao Sábado,  ele não estava na Carpinteria,  mas na sinagoga.
Além disso, Ele amplia o sentido da lei depois do exilio: "Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas; não vim revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um I ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra". Mateus 5:17-19

Você sem um espelho não seria capaz de identificar onde há sujeiras em seu rosto. A lei é como um espelho, que está ali para nos mostrar onde estamos errando, e nos mostra que devemos morrer por sermos pecadores;, sendo que pecado é a transgressão da lei. Logo, sem lei não haveria pecado. Ao mesmo tempo, a lei aponta para Cristo, que deu Sua vida em nosso lugar para que tivessemos oportunidade de Salvação mesmo sendo pecadores. Para que Jesus pudesse se entregar no nosso lugar, era necessario que ele jamais houvesse pecado. Entendemos que Jesus jamais trangrediu a Lei.
A lei não salva. Esse é o papel da graça.  A lei serve para nos mostrar por que e de que precisamos ser salvos.
☆☆☆

Nenhum livro do Novo Testamento aboliu a Lei.  Somente no segundo século depois de Cristo houveram alterações na Lei, mas isso  não foi da parte de Deus, nem dos profetas nem dos discipulos, mas do Império Romano. A mudança não é biblica. 
Paulo separa os mandamentos dos costumes judeus, deixando claro que os Dez mandamentos são universais (assim como em isaias 56,58 e 59). "A circuncisão, em si, não é nada; a incircuncisão também não é nada, mas o que vale é guardar os mandamentos de Deus." 1Corintios 7:19

#felizsabado

O Amor de DEUS

A Escritura Sagrada continua indicando as três mais elevadas motivações à disposição do homem: “a fé, a esperança e o amor... porém o maior destes é o amor” (I Coríntios 13:13). Somente adquirimos o genuíno amor quando lançamos o olhar à cruz de Cristo. Antes da crucifixão, Ele profetizou: “E Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim mesmo” (São João 12:32).

Quando Pedro fixou o olhar no Cristo crucificado, compreendeu o sacrifício feito em seu favor. Dias depois, Jesus insistiu por três vezes: “Simão, filho de João, tu me amas?” O pescador prontamente respondeu: “Senhor, Tu sabes todas as coisas, Tu sabes que eu Te amo”. Jesus acrescentou: “Apascenta as Minhas ovelhas” (São João 21:17). O amor deveria também agir no convívio com seus semelhantes. O Mestre espera que Seus discípulos tornem o amor maior do que todos os demais motivos da vida. Os mais significativos motivos podem desabar, porém “o amor jamais acaba” (I Coríntios 13:8).

A fórmula milenar de Davi ainda dá resultado: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno” (Salmo 139:23 e 24). Determinadas pessoas podem se aproximar de Cristo, levadas pelo sentimento do medo do inferno ou da esperança do paraíso. Não importa, o Senhor as recebe do jeito que chegam. Ele intercede em favor destes diante do Pai: “Eu lhes fiz conhecer o Teu nome, e ainda o farei conhecer, a fim de que o amor com que Me amaste esteja neles e Eu neles esteja” (São João 17:26). Compete-nos perceber o magnífico amor de Deus e permitir que ele se infiltre dentro de nós para desenvolvermos uma personalidade equilibrada e triunfante.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Lei e Graça

"Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei." Romanos 3:31 
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Uma afirmação que escuto sempre, igrejas afora, é a seguinte: Jesus aboliu a Lei com Sua morte na Cruz. Temos que ter muito cuidado ao reproduzir este tipo de expressão sem nem ao menos sabermos explicar aquilo que estamos disseminando. Para tudo o que for ensinar, antes ensine a você mesmo, fique um expert no assunto e nunca deixe de estudar e analisar os textos bíblicos. 
Uma lição que aprendi com a vida, e me é muito valiosa, é não acreditar em nada do que alguém chamado pastor/padre/líder te disser, sem antes confirmar pelo estudos das Escrituras - a luz delas mesmas. Jamais aceite uma explicação bíblica que seja baseada em vento. A bíblia explica a si mesma. 
Será que Jesus veio ao mundo só para jogar no lixo sua própria Lei?

Primeiramente, temos que analisar o conceito de Graça, de acordo com a Palavra. 
A graça é dom de Deus: "Pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus" Efésios 2:8 
A graça é de graça: "Sendo justificados gratuitamente, por sua Graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus" Romanos 3:24 
A graça é salvadora: "Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora à todos os homens." Tito 2:11 
A graça nos é suficiente e é motivo de alegria: "Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo." 2 Coríntios 12:9
A graça existe desde antes de Jesus: "O Senhor faça resplandecer/ O seu rosto sobre ti/ e te conceda graça" Números 6:25 (a septuaginta apresenta "e te conceda misericórdia") 
A Bíblia nos apresenta a graça de Deus como um presente, é a nossa salvação, que se deu, claramente, pela morte de Jesus na cruz. Isso não significa que antes de Cristo, as pessoas não eram salvas pela graça - alguns lideres espalham por aí que. antes de Cristo, as pessoas eram salvas pelas obras e, depois de Cristo, as pessoas eram salvas pela graça. Isso é uma heresia tamanha, me escandalizo! Se isso fosse verdade, nenhuma pessoa nascida antes de Cristo seria salva, levando em conta que todos pecaram e, sem a graça, não há perdão. A diferença, no entanto, eram os sacrifícios feitos para perdão de pecados. Todos aqueles sacrifícios simbolizavam a Cristo. João Batista explica: "eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo". Jo 1:29 (ver Gn 3:21) Esse texto se refere ao sistema de santuário terrestre, estabelecido no pentateuco. 
Do outro lado, temos a Lei. 
Temos a Lei moral, chamada de Decálogo, ou os Dez Mandamentos. Se encontra no livro de Êxodo 20, onde Deus a escreve em tábuas de pedra com o próprio dedo. Um estudo mais aprofundado de Lei sugere que os dez mandamentos já existiam no céu, e também no Éden. Pois, se já houve o primeiro pecado no céu (livro de jó completo, Isaias 14, Apocalipse 12), então também havia lei. Porque sabemos que o pecado é transgredir a lei (1Jo 3:4). Com esses conceitos, sabemos que a lei da liberdade, citada em Tiago 1:25, é a mesma lei que a lei eterna, no Salmo 119. 
Temos também as leis cerimoniais, que se referem ao santuário terrestre estabelecido por Deus quando o pecado se manifestou pela primeira vez na humanidade, lei necessária para entendimento da graça por parte do povo de Israel, e conceito ampliado no Novo Testamento. Essa lei durou até a morte de Cristo na cruz, que foi o Cordeiro. Assim, o sacrifício oficial estava feito (consumado está), e não havia mais necessidade de sacrificar animais para expiação dos pecados. [se você crê que a lei cerimonial existe até os dias de hoje, você não é cristão. você é judeu].
Temos as leis civis e as leis de saúde. As leis civis nada tem a ver com o Decálogo, eram as leis daquele povo especificamente. Já as leis de saúde são para nós, porque nosso corpo é igualado ao dos judeus da época. 
Jesus não aboliu a lei moral (Mateus 5:17), apenas cumpriu a lei cerimonial na sua própria carne. 
Pecado é transgredir a lei, como já vimos. Assim, para saber se algo é pecado, devemos analisar a lei. Se não há lei, se a lei foi abolida como dizem, não há mais pecado. Logo, sem pecado, não necessitamos da graça, e muito menos de Jesus. Esse é o grande problema dessa teologia de "nova aliança sem lei". A lei, além de nos proteger e não ser penosa, é o nosso espelho. Podemos através da lei, enxergar o que de tão errado temos em nós mesmos, não podendo consertar estas falhas mas, reconhecendo que necessitamos da graça/misericórdia de Jesus. A graça de Cristo é capaz de nos purificar de nossos males, mas isso não vem de nós, isso é dom de Deus. 






terça-feira, 2 de agosto de 2016

Por que ser reformado?

Quando um cristão se autodeclara "reformado", perguntas surgem na mente dos irmãos de congregação, ou mesmo em amigos ou parentes; perguntas do tipo "o que é isso?" "o que significa isso?". 

O que é ser reformado? 

Primeiramente, devemos entender o contexto da Reforma Protestante em seu mais amplo sentido, levando em conta a História e as Escrituras Sagradas. Já era previsto, de acordo com as profecias, que a Igreja Cristã Primitiva apostataria a fé, vendendo-a e se afastando dos ensinamentos bíblicos: "Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios."  1 Timóteo 4:1. Esse texto fala apostasia, mas não se refere apenas a Igreja Romana Medieval, sendo aplicável também às igrejas evangélicas hoje, que não suportam doutrinas racionais. Seus cultos são baseados apenas no sentimentalismo e naquilo que o líder ensina, na maioria das vezes contrariando as Escrituras. Já o texto a seguir se refere a Besta, símbolo da igreja romana no contexto bíblico:
"E vi uma das suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta." Apocalipse 13:3. Essa profecia específica fala sobre a queda da Igreja Católica (ferida de morte), se referindo diretamente aos reformadores, começando por Lutero. Vale lembrar que a intenção de Lutero, ao elaborar estudos apontando heresias na Igreja Romana, nunca foi criar ou fundar nova igreja/religião. Lutero quis reformar. É sobre isso que estamos falando.
 A Igreja católica se afirma como superior às Escrituras, tendo assim autoridade para inclusive modificá-las. Essa é a explicação que eles tem quando questionados sobre suas heresias disseminadas, dizendo ter a igreja modificado a sã doutrina - descaradamente. O lema dos reformadores do passado era "A bíblia é nossa única Regra de fé". 
"E outro anjo seguiu, dizendo: Caiu, caiu Babilônia, aquela grande cidade, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua fornicação." Apocalipse 14:8
Esse é um texto que fala abertamente sobre a queda da Igreja Romana, estando intimamente ligado à reforma protestante.

Mais sobre a Reforma Protestante

Reforma Protestante foi um movimento reformista cristão culminado no início do século XVI por Martinho Lutero, quando através da publicação de suas 95 teses, em 31 de outubro de 1517 na porta da Igreja do Castelo de Wittenbergprotestou contra diversos pontos da doutrina da Igreja Católica Romana, propondo uma reforma no catolicismo romano. Os princípios fundamentais da Reforma Protestante são conhecidos como os Cinco Solas.[3]
Lutero foi apoiado por vários religiosos e governantes europeus provocando uma revolução religiosa, iniciada na Alemanha, estendendo-se pela SuíçaFrançaPaíses BaixosReino UnidoEscandinávia e algumas partes do Leste europeu, principalmente os Países Bálticos e a Hungria. A resposta da Igreja Católica Romana foi o movimento conhecido como Contrarreforma ou Reforma Católica, iniciada no Concílio de Trento.
O resultado da Reforma Protestante foi a divisão da chamada Igreja do Ocidente entre os católicos romanos e os reformados ou protestantes, originando o protestantismo. 
A Pré-Reforma foi o período anterior à Reforma Protestante no qual se iniciaram as bases ideológicas que posteriormente resultaram na reforma iniciada por Martinho Lutero.
A Pré-Reforma tem suas origens em uma denominação cristã do século XII conhecida comovaldenses, que era formada pelos seguidores de Pedro Valdo, um comerciante de Lyon que se converteu ao cristianismo por volta de 1174. Ele decidiu encomendar uma tradução daBíblia para a linguagem popular e começou a pregá-la ao povo sem ser sacerdote. Ao mesmo tempo, renunciou à sua atividade e aos bens, que repartiu entre os pobres. Desde o início, os valdenses afirmavam o direito de cada fiel de ter a Bíblia em sua própria língua, considerando ser a fonte de toda autoridade eclesiástica. Eles reuniam-se em casas de famílias ou mesmo em grutas, clandestinamente, devido à perseguição da Igreja Católica Romana, já que negavam a supremacia de Roma e rejeitavam o culto às imagens, que consideravam como sendo idolatria.[4]
No seguimento do colapso de instituições monásticas e daescolástica nos finais da Idade Média na Europa, acentuado pelo Cativeiro Babilônico da igreja no papado de Avinhão, oGrande Cisma e o fracasso da conciliação, se viu no século XVI o fermentar de um enorme debate sobre a reforma da religião e dos posteriores valores religiosos fundamentais.
No século XIV, o inglês John Wycliffe,[5] considerado como precursor da Reforma Protestante, levantou diversas questões sobre controvérsias que envolviam o cristianismo, mais precisamente a Igreja Católica Romana. Entre outras ideias, Wycliffe queria o retorno da Igreja à primitiva pobreza dos tempos dos evangelistas, algo que, na sua visão, era incompatível com o poder político do papa e dos cardeais, e que o poder da Igreja devia ser limitado às questões espirituais, sendo o poder político exercido pelo Estado, representado pelo rei. Contrário à rígida hierarquia eclesiástica, Wycliffe defendia a pobreza dos padres e os organizou em grupos. Estes padres foram conhecidos como "lolardos". Mais tarde, surgiu outra figura importante deste período: Jan Huss. Este pensador tcheco iniciou um movimento religioso baseado nas ideias de John Wycliffe. Seus seguidores ficaram conhecidos como hussitas.

Razões políticas na Reforma

A Reforma Protestante foi iniciada por Martinho Lutero, embora tenha sido motivada primeiramente por razões religiosas, também foi impulsionada por razões políticas e sociais.
  • os conflitos políticos entre autoridades da Igreja Romana e governantes das monarquias européias, tais governantes desejavam para si o poder espiritual e ideológico da Igreja e do Papa, muitas vezes para assegurar o direito divino dos reis;
  • Práticas como a usura eram condenadas pela ética católica romana, assim a burguesicapitalista que desejava altos lucros econômicos sentiria-se mais "confortável" se pudesse seguir uma nova ética religiosa, adequada ao espírito capitalista, necessidade que foi atendida pela ética protestante e conceito de Lutero de que o homem é justificado pela fé, sem as obras da lei (Romanos 3:28
  • Algumas causas econômicas para a aceitação da Reforma foram o desejo da nobreza e dos príncipes de se apossar das riquezas da igreja romana e de ver-se livre da tributação papal que, apesar de defender a simplicidade, era a instituição mais rica do mundo. Também na Alemanha, a pequena nobreza estava ameaçada de extinção em vista do colapso da economia senhorial. Muitos desses pequenos nobres desejavam as terras da igreja. Somente com a Reforma, estas classes puderam expropriar as terras;
  • Durante a Reforma na Alemanha, autoridades de várias regiões do Sacro Império Romano-Germânico pressionadas pela população e pelos luteranos, expulsavam e mesmo assassinavam sacerdotes católicos das igrejas, substituindo-os por religiosos com formação luterana;
  • Lutero era radicalmente contra a revolta camponesa iniciada em 1524 pelos anabatistas liderados por Thomas Münzer, que provocou a Guerra dos Camponeses. Münzer comandou massas camponesas contra a nobreza imperial, pois propunha uma sociedade sem diferenças entre ricos e pobres e sem propriedade privada, Lutero por sua vez defendia que a existência de "senhores e servos" era vontade divina, motivo pelo qual eles romperam. Lutero escreveu posteriormente: "Contras as hordas de camponeses (...), quem puder que bata, mate ou fira, secreta ou abertamente, relembrando que não há nada mais peçonhento, prejudicial e demoníaco que um rebelde".
  • No início do século XVI, o monge alemão Martinho Lutero, abraçando as ideias dos pré-reformadores, proferiu três sermões contra as indulgências em 1516 e 1517. Em 31 de outubro de 1517 foram pregadas as 95 Teses na porta da Catedral de Wittenberg, com um convite aberto a uma disputa escolástica sobre elas. Esse fato é considerado como o início da Reforma Protestante.
    Após diversos acontecimentos, em junho de 1518 foi aberto um processo por parte da Igreja Romana contra Lutero, a partir da publicação das suas 95 Teses. Alegava-se, com o exame do processo, que ele incorria em heresia. Depois disso, em agosto de 1518, o processo foi alterado para heresia notória. Finalmente, em junho de 1520 reapareceu a ameaça no escrito "Exsurge Domini" e, em janeiro de 1521, a bula "Decet Romanum Pontificem" excomungou Lutero. Devido a esses acontecimentos, Lutero foi exilado no Castelo de Wartburg, em Eisenach, onde permaneceu por cerca de um ano. Durante esse período de retiro forçado, Lutero trabalhou na sua tradução da Bíblia para o alemão, da qual foi impresso o Novo Testamento, em setembro de 1522. Essas teses condenavam a "avareza e o paganismo" na Igreja, e pediam um debate teológico sobre o que as indulgências significavam. As 95 Teses foram logo traduzidas para o alemão e amplamente copiadas e impressas. Após um mês se haviam espalhado por toda a Europa.
    Toda essa rebelião ideológica resultou também em rebeliões armadas, com destaque para a Guerra dos Camponeses (1524-1525). Esta guerra foi, de muitas maneiras, uma resposta aos discursos de Lutero e de outros reformadores. Revoltas de camponeses já tinham existido em pequena escala em Flandres (1321-1323), na França (1358), na Inglaterra(1381-1388), durante as guerras hussitas do século XV, e muitas outras até o século XVIII. A revolta foi incitada principalmente pelo seguidor de Lutero, Thomas Münzer, que comandou massas camponesas contra a nobreza imperial, pois propunha uma sociedade sem diferenças entre ricos e pobres e sem propriedade privada, Lutero por sua vez defendia que a existência de "senhores e servos" era vontade divina, motivo pelo qual eles romperam, sendo que Lutero condenou Münzer e essa revolta.Enquanto isso, em meio ao clero saxônio, aconteceram renúncias ao voto de castidade, ao mesmo tempo em que outros tantos atacavam os votos monásticos. Entre outras coisas, muitos realizaram a troca das formas de adoração e terminaram com as missas, assim como a eliminação das imagens nas igrejas e a ab-rogação do celibato. Ao mesmo tempo em que Lutero escrevia "a todos os cristãos para que se resguardem da insurreição e rebelião". Seu casamento com a ex-freira cisterciense Catarina von Bora incentivou o casamento de outros padres e freiras que haviam adotado a Reforma. Com estes e outros atos consumou-se o rompimento definitivo com a Igreja Romana. Em janeiro de 1521 foi realizada a Dieta de Worms, que teve um papel importante na Reforma, pois nela Lutero foi convocado para desmentir as suas teses, no entanto ele defendeu-as e pediu a reforma. Autoridades de várias regiões do Sacro Império Romano-Germânico pressionadas pela população e pelos luteranos, expulsavam e mesmo assassinavam sacerdotes católicos das igrejas, substituindo-os por religiosos com formação luterana.
    Em 1530, foi apresentada na Dieta imperial convocada pelo imperador Carlos V, realizada em abril desse ano, a Confissão de Augsburgo, escrita por Felipe Melanchton com o apoio da Liga de Esmalcalda. Os representantes católicos na dieta resolveram preparar uma refutação ao documento luterano em agosto, a Confutatio Pontificia(Confutação), que foi lida na dieta. O imperador exigiu que os luteranos admitissem que sua confissão havia sido refutada. A reação luterana surgiu na forma da Apologia da Confissão de Augsburgo, que estava pronta para ser apresentada em setembro do mesmo ano, mas foi rejeitada pelo Imperador. A Apologia foi publicada por Felipe Melanchton no fim de maio de 1531, tornando-se confissão de fé oficial quando foi assinada, juntamente com a Confissão de Augsburgo, em Esmalcalda, em 1537.
    Ao mesmo tempo em que ocorria uma reforma em um sentido determinado, alguns grupos protestantes realizaram a chamada Reforma Radical. Queriam uma reforma mais profunda. Foram parte importante dessa reforma radical os anabatistas, cujas principais características eram a defesa da total separação entre igreja e estado e o "novo batismo" (que emgrego é anabaptizo).
    João Calvino foi inicialmente um humanista. Foi integrante do clero, todavia não chegou a ser ordenado sacerdote romano. Depois do seu afastamento da Igreja romana, este intelectual começou a ser visto como um representante importante do movimento protestante. Vítima das perseguições aos huguenotes na França, fugiu para Genebra em 1533  onde faleceu em 1564.Genebra tornou-se um centro do protestantismo europeu e João Calvino permanece desde então como uma figura central da história da cidade e da Suíça. Calvino publicou as Institutas da Religião Cristã, que são uma importante referência para o sistema de doutrinas adotado pelas Igrejas Reformadas. Enquanto na Alemanha a reforma era liderada por Lutero, Na França e na Suíça a Reforma teve como líderes João Calvino e Ulrico Zuínglio.
    Os problemas com os huguenotes somente concluíram quando o rei Henrique IV, um ex-huguenote, emitiu o Édito de Nantes, declarando tolerância religiosa e prometendo um reconhecimento oficial da minoria protestante, mas sob condições muito restritas. O catolicismo romano se manteve como religião oficial estatal e as fortunas dos protestantes franceses diminuíram gradualmente ao longo do próximo século, culminando na Louis XIV do Édito de Fontainebleau, que revogou o Édito de Nantes e fez de Roma a única Igreja legal na França. Em resposta ao Édito de Fontainebleau, Frederick William de Brandemburgo declarou o Édito de Potsdam, dando passagem livre para franceses huguenotes refugiados e status de isenção de impostos a eles durante 10 anos.
    Ulrico Zuínglio foi o líder da reforma suíça e fundador das igrejas reformadas suíças. Zuínglio não deixou igrejas organizadas, mas as suas doutrinas influenciaram as confissões calvinistas. A reforma de Zuínglio foi apoiada pelo magistrado e pela população de Zurique, levando a mudanças significativas na vida civil e em assuntos de estado em Zurique.

    No Reino Unido

    O curso da Reforma foi diferente na Inglaterra. Desde muito tempo atrás havia uma forte corrente anticlerical, tendo a Inglaterra já visto o movimento Lollardo, que inspirou oshussitas na Boémia. No entanto, ao redor de 1520 os lollardos já não eram uma força ativa, ou pelo menos um movimento de massas.
    Seguiu-se uma breve reação romana durante o reinado de Maria I (1553-1558). De início moderada na sua política religiosa, Maria procura a reconciliação com Roma, consagrada em 1554, quando o parlamento votou o regresso à obediência ao papa. Um consenso começou a surgir durante o reinado de Isabel I. Em 1559, Isabel I retornou ao anglicanismo com o restabelecimento do Ato de Supremacia e do Livro de Orações de Eduardo VI. Através da Confissão dos Trinta e Nove Artigos (1563), Elizabeth alcançou um compromisso entre o protestantismo e o catolicismo romano: embora o dogma se aproximasse do calvinismo, só admitindo como sacramentos o Batismo e a Eucaristia, foi mantida a hierarquia episcopal e o fausto das cerimônias religiosas.Embora Henrique VIII tivesse defendido a Igreja Romana com o livro Assertio Septem Sacramentorum (Defesa dos Sete Sacramentos), que contrapunha as 95 Teses de Martinho Lutero, Henrique promoveu a Reforma Inglesa para satisfazer as suas necessidades políticas. Sendo este casado com Catarina de Aragão, que não lhe havia dado filho homem, Henrique solicitou ao papa Clemente VII a anulação do casamento. Perante a recusa do papado, Henrique fez-se proclamar, em 1531, protetor da Igreja inglesa. O Ato de Supremacia, votado no parlamento em novembro de 1534, colocou Henrique e os seus sucessores na liderança da igreja, nascendo assim o anglicanismo. Os súditos deveriam submeter-se ou então seriam excomungados, perseguidos  e executados, tribunais religiosos foram instaurados e católicos foram obrigados à assistir cultos protestantes, muitos importantes opositores foram mortos, tais como Thomas More, o bispo John Fischere alguns sacerdotes, frades franciscanos e monges cartuxos. Quando Henrique foi sucedido pelo seu filho Eduardo VI em 1547, os protestantes viram-se em ascensão no governo. Uma reforma mais radical foi imposta diferenciando o anglicanismo ainda mais do catolicismo romano.
    Em 1561, apareceu uma confissão de fé com uma Exortação à Reforma da Igreja modificando seu sistema de liderança, pelo qual nenhuma igreja deveria exercer qualquer autoridade ou governo sobre outras, e ninguém deveria exercer autoridade na Igreja se isso não lhe fosse conferido por meio de eleição. Esse sistema, considerado "separatista" pela Igreja Anglicana, ficou conhecido como congregacionalismo. Richard Fytz é considerado o primeiro pastor de uma igreja congregacional, entre os anos de 1567 e 1568, na cidade de Londres. Por volta de 1570, ele publicou um manifesto intitulado As Verdadeiras Marcas da Igreja de Cristo. Em 1580, Robert Browne, um clérigo anglicano que se tornou separatista, junto com o leigo Robert Harrison, organizou em Norwich uma congregação cujo sistema era congregacionalista, sendo um claro exemplo de igreja desse sistema.A Reforma na Inglaterra procurou preservar o máximo da Tradição Romana (episcopado, liturgia e sacramentos). A Igreja da Inglaterra sempre se viu como a ecclesia anglicanae, ou seja, A Igreja cristã na Inglaterra e não como uma derivação da Igreja de Roma ou do movimento reformista do século XVI. A Reforma Anglicana buscou ser a "via média" entre Roma e o protestantismo.
    Na EscóciaJohn Knox (1505-1572), que tinha estudado com João Calvino em Genebra, levou o Parlamento da Escócia a abraçar a Reforma Protestante em 1560, sendo estabelecido o presbiterianismo. A primeira Igreja Presbiteriana, a Igreja da Escócia (ou Kirk), foi fundada como resultado disso.[49]

    Nos Países Baixos e na Escandinávia

    A Reforma nos Países Baixos, diferente de alguns outros países, não foi iniciado pelos governantes das Dezessete Províncias, mas sim por vários movimentos populares que, por sua vez, foram reforçados com a chegada dos protestantes refugiados de outras partes do continente. Enquanto o movimento anabatista gozava de popularidade na região nas primeiras décadas da Reforma, o calvinismo, através da Igreja Reformada Holandesa, tornou a fé protestante dominante no país desde a década de 1560 em diante. No início de agosto de 1566, uma multidão de protestantes invadiu a Igreja de Hondschoote na Flandres (atualmente Norte da França) com a finalidade de destruir as imagens católicas, esse incidente provocou outros semelhantes nas províncias do norte e sul, até Beeldenstorm, em que calvinistas invadiram igrejas e outros edifícios católicos para destruir estátuas e imagens de santos em toda a Holanda, pois de acordo com os calvinistas, estas estátuas representavam culto de ídolos. Duras perseguições aos protestantes pelo governo espanhol de Felipe II contribuíram para um desejo de independência nas províncias, o que levou àGuerra dos Oitenta Anos e eventualmente, a separação da zona protestante (atual Holanda, ao norte) da zona católica (atual Bélgica, ao sul).
    Teve grande importância durante a Reforma um teólogo holandês: Erasmo de Roterdã. No auge de sua fama literária, foi inevitavelmente chamado a tomar partido nas discussões sobre a Reforma. Inicialmente, Erasmo se simpatizou com os principais pontos da crítica de Lutero, descrevendo-o como "uma poderosa trombeta da verdade do evangelho" e admitindo que, "É claro que muitas das reformas que Lutero pede são urgentemente necessárias.". Lutero e Erasmo demonstraram admiração mútua, porém Erasmo hesitou em apoiar Lutero devido a seu medo de mudanças na doutrina. Em seu Catecismo (intitulado Explicação do Credo Apostólico, de 1533), Erasmo tomou uma posição contrária a Lutero por aceitar o ensinamento da "Sagrada Tradição" não escrita como válida fonte de inspiração além da Bíblia, por aceitar no cânon bíblico os livros deuterocanônicos e por reconhecer os sete sacramentos. Estas e outras discordâncias, como por exemplo, o tema do Livre arbítrio fizeram com que Lutero e Erasmo se tornassem opositores.
    Na Suécia, o movimento reformista foi liderado pelos irmãos Olaus Petri e Laurentius Petri. Teve o apoio do rei Gustavo I Vasa, que rompeu com Roma em 1525, na Dieta de Vasteras. O luteranismo, então, penetrou neste país estabelecendo-se em 1527. Em 1593, a Igreja sueca adotou a Confissão de Augsburgo. Na Finlândia, as igrejas faziam parte da Igreja sueca até o início do século XIX, quando foi formada uma igreja nacional independente, a Igreja Evangélica Luterana da Finlândia.Na Dinamarca, a difusão das ideias de Lutero deveu-se a Hans Tausen. Em 1536  na Dieta de Copenhaga, o rei Cristiano III aboliu a autoridade dos bispos católicos, tendo sido confiscados os bens das igrejas e dos mosteiros. O rei atribuiu a Johann Bugenhagen, discípulo de Lutero, a responsabilidade de organizar uma Igreja Luterana nacional. A Reforma na Noruega e na Islândia foi uma conseqüência da dominação da Dinamarca sobre estes territórios; assim, logo em 1537 ela foi introduzida na Noruega e entre 1541 e 1550  na Islândia, tendo assumido neste último território características violentas.

    Em outras partes da Europa

    Na Hungria, a disseminação do protestantismo foi auxiliada pela minoria étnica alemã, que podia traduzir os escritos de Lutero. Enquanto o luteranismo ganhou uma posição entre a população de língua alemã, o calvinismo se tornou amplamente popular entre a etnia húngara. Provavelmente, os protestantes chegaram a ser maioria na Hungria até o final do século XVI, mas os esforços da Contrarreforma no século XVII levaram uma maioria do reino de volta ao catolicismo romano.
    Fortemente perseguida, a Reforma praticamente não penetrou em Portugal e Espanha. Ainda assim, uma missão francesa enviada por João Calvino se estabeleceu em 1557 numa das ilhas da baía de Guanabara, localizada no Brasil, então colônia de Portugal. Ainda que tenha durado pouco tempo, deixou como herança a Confissão de Fé da Guanabara. Por volta de 1630, durante o domínio holandês em Pernambuco, a Igreja Cristã Reformada (Igreja Protestante na Holanda) instalou-se no Brasil. Tinha ao conde Maurício de Nassaucomo seu membro mais ilustre. Esse período se encerrou com a Guerra da Restauração portuguesa. Na Espanha, as ideias reformadas influíram em dois monges católicos: Casiodoro de Reina, que fez a primeira tradução da Bíblia para o idioma espanhol, e Cipriano de Valera, que fez sua revisão, originando a conhecida como Biblia Reina-Valera.


Por que precisamos de uma Reforma hoje?

A resposta é bem simples. A igreja apostatou novamente, mesmo as que deveriam atender pelo nome de "reformadas". A venda de indulgências não foi o suficiente para a humanidade aprender que Deus não quer nosso dinheiro e que Salvação não se compra. A adoração à imagens de escultura parece nada comparado a adoração do ego dos cristãos quando cantam uma música profana, que dizem ser um louvor, mas que está longe de ser.  Esses são apenas alguns poucos exemplos entre muitos, dos quais é possível provar que a Igreja Cristã caiu, e está dividida.
Nosso papel é Reformar, até que venha o Grande Dia do Senhor!
Graça e Paz, Amém!


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